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ITINERÁRIO 3
AGRICULTURA NO TORRÃO: MAIS DE 500 ANOS DE HISTÓRIA

Ao ritmo dos ciclos da natureza, o Torrão, vila a Sul, soube fazer jus aos seus solos férteis e clima mediterrânico, trabalhando a terra ao longo de várias gerações, assumindo a agricultura como a sua principal actividade económica. Visitar o Torrão exige partir à descoberta das suas principais explorações agrícolas, do montado ao olival, sem esquecer os verdejantes arrozais.

Visitar as novas produções locais, conhecer as particularidades e os ciclos de cada actividade agrícola, compreender de que forma cada uma delas marca a paisagem envolvente e contribuí para um novo florescimento económico da região, são os principais objectivos deste itinerário centrado em diversas experiências à escolha, no contacto com os produtores locais, na partilha de saberes e modos de vida e, claro, na degustação do melhor que se produz no Torrão.

Veja abaixo o descritivo dos pontos a visitar e conheça as experiências adicionais.

Informações úteis

Duração: 1 dia

Distância total: 50 km

Modo de locomoção recomendado: de carro

Idade recomendada: Todas as idades

Dificuldade do Percurso: Fácil

1. Herdade de Vale da Arca

A Herdade de Vale de Arca situa-se numa povoação com o mesmo nome na confluência do Alto Alentejo , Baixo Alentejo e Alentejo Litoral. Tem uma situação geográfica privilegiada já que está no epicentro de um circulo constituído pelas principais cidades alentejanas das quais dista cerca de meia hora. Nesta povoação, constituída por 26 casas, escola primária, mercearia e café, viveram até aos anos oitenta do séc. XX, cerca de 120 pessoas.

 

A exploração agrícola da Herdade de Vale de Arca conta actualmente com 1200 hectares. Partindo de um núcleo de oliveiras do séc. XV, o projecto do olival desenvolve-se em cerca de 600 hectares, aproveitando claro está, as duas barragens existentes, fontes inesgotáveis de água, que asseguram a rega todo o ano. A preocupação com o equilíbrio ecológico e as espécies existentes no habitat, levaram a que durante a plantação do Olival, nenhum dos sobreiros existentes fosse destruído, sendo a cortiça outra das áreas de negócio da Herdade.

 

Actualmente empenhada em distinguir-se na área do turismo local, pretende oferecer a quem a visita, uma experiência de lazer inesquecível, entre passeios a cavalo, Ski aquático, bem como tiro, caça e pesca desportiva.

Venha conhecer a Herdade de Vale da Arca e deliciar-se com alguns dos seus produtos!

 

Para visitar, contacte: 265 669 127 ou info@valedearca.com

3. Cooperativa Agrícola dos Olivicultores do Torrão

A produção de azeite está intrinsecamente associada à história desta Vila alentejana. Basta atentar à paisagem circundante que rapidamente nos damos conta do impacto económico, cultural e social que esta produção acarreta para uma pequena população como a do Torrão. A Cooperativa Agrícola dos Olivicultores do Torrão, conta com as suas instalações próprias para a transformação da azeitona, proveniente de olivais de pequenos e médios produtores,  em azeite de grande qualidade que é consumido localmente e vendido para fora pelas respectivas marcas.

 

Uma visita à Cooperativa esclarece qualquer visitante sobre os processos de produção do azeite, um dos produtos mais distintivos da produção agrícola da região, elemento simbólico que marca as vivências e as tradições gastronómicas alentejanas, desde tempos remotos. Fique para uma prova do Azeite Xarraminha, produzido na Cooperativa do Torrão!

Para visitar, contacte: 265 669 252 ou cooperativa.torrao@sapo.pt

2. Herdade do PortoCarro

A Herdade do PortoCarro,  localizada em São Romão, uma das freguesias da Vila do Torrão, é constituída por uma várzea de arroz, junto ao Sado, onde se produz arroz com marca própria – LOVERICE – e por uma zona de encostas viradas a Sul, onde se encontram os 18 hectares de vinha. O nome da Herdade inspira-se em primeiro lugar na existência de um ponto elevado, antigamente denominado por “carro”, localizado no ponto mais alto da região. Em segundo lugar, pelo pequeno cais, Porto Rei, que marca a paisagem há muitos séculos, desde os tempos em que o transporte de bens era feito sobretudo por via fluvial.

Esta região, com raízes na Antiguidade, de que são prova os vestígios de moedas e ânforas de vinho encontrados nesta zona, é marcada pela travessia do Rio Sado, o que resulta num clima particular que contribui para a produção de vinhos profundamente originais — como o Herdade do PortoCarro, Anima e Cavalo Maluco —, os quais poderão ser degustados numa visita à Herdade para conhecer uma das produções vitivinícolas de maior destaque na região.

 

Para visitar, contacte: cpintopereira@portocarro.com

 

 

4. São Romão e os Arrozais

Visite São Romão, uma pequena aldeia, agrupada à freguesia do Torrão no final de 1936, e experiencie o sossego de uma povoação alentejana em plena comunhão com a natureza.

Esta pequena aldeia de grande riqueza histórica, foi a residência da comunidade africana que, a partir do século XVI, veio precisamente trabalhar na cultura do arroz. De São Romão, junto à Igreja de São Romão, anexa ao cemitério, podemos disfrutar de uma das paisagens mais incriveis da região: o arrozal a perder de vista, na várzea verdejante pontuada pelas cegonhas características da região.

 

Os terrenos do arrozal são trabalhados desde os finais do Inverno, para que durante todo o Verão, o arroz possa crescer e amaturecer, preparando-se lentamente para a colheita, em Outubro. Esta paisagem peculiar na freguesia do Torrão, está presente em abundância na zona do Vale do Sado, com Alcácer do Sal a distinguir-se como um dos maiores produtores do país.

Visite São Romão, reencontre-se com a natureza e descubra a verdadeira tranquilidade alentejana!

5. Porto Rei

Sugerimos uma paragem, em plena lezíria do Sado, nas ruínas de Porto Rei, porto de grande importância ao nível das trocas comerciais feitas a partir do Rio Sado, quando este era navegável até este ponto.


Esta área foi colonizada a partir de 1483 por escravos negros trazidos das feitorias africanas, devido às sezões que dizimavam as populações brancas. O impacto económico e a dureza do trabalho agrícola neste território originou o prolongamento da escravatura, abolida em Portugal em 1761, mas mantida em Porto Rei até 1806, de acordo com a documentação.


Conhecido ao tempo dos Romanos como Callipus, e, a partir provavelmente da ocupação islâmica, como Sadão, o Sado foi sempre gerador de vida, pois, alagando a terra, a fertiliza, permitindo que a água e a terra fossem, efectivamente, os grandes motivos de fixação de gentes nesta região.

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